quarta-feira, 26 de julho de 2017

A oração da Santa Madre Teresa para quando temos dúvidas sobre a nossa fé.

quarta-feira, 26 de julho de 2017


É surpreendente para muitos católicos, mas a Madre Teresa de Calcutá foi uma das grandes santas que viveram a intensa provação da "noite escura da alma".
Existe uma provação espiritual conhecida como “noite escura da alma”, quando Deus permite que a alma experimente uma intensa sensação de vazio, escuridão, falta de sentido, dúvida, angústia e até aversão às coisas divinas.
Ele permite que mesmo grandes santos enfrentem esses momentos terríveis em que a alma se sente “seca” – e, de modo surpreendente para muitos católicos, a Santa Madre Teresa de Calcutá foi uma das grandes santas que viveram essa intensa provação no seu caminho espiritual.

Quando sentia que lhe surgiam dúvidas sobre a sua fé, ela elevava esta oração ao Senhor:
Senhor, ensina-me a não falar
como o bronze que soa
ou como o címbalo que retine,
mas sim com amor.
Torna-me capaz de compreender
e dá-me a fé que move as montanhas,
mas com o amor.
Ensina-me aquele amor que é sempre paciente e sempre gentil,
nunca invejoso, presunçoso, egoísta ou irritadiço;
o amor que experimenta a alegria na verdade,
sempre pronto a perdoar,
a crer, esperar e suportar.
E, quando todas as coisas finitas se dissolverem e tudo ficar claro,
que eu possa ter sido a fraca, mas constante;
um reflexo do teu amor perfeito.
Glória!

Via: Aleteia

Quem quer estar, demonstra estando.



As palavras podem dizer muitas coisas, porém o que de verdade demonstra algo são as ações. Deixe que sejam estas as que falem por você, assim como pelos demais.
Quem se interessa por você, e que lhe admira de verdade, que demonstre isso estando aí, com uma simples ligação, uma mensagem ou outra ação inesperada que o surpreenda.
Entretanto, continuamos perdendo nosso tempo e nossas preocupações com pessoas que não valem a pena.

Não seria o momento de nos livrar dessa venda nos olhos que impede que vejamos com claridade o que ocorre?
Demonstre o que você sente, esqueça as palavras
Palavras são levadas pelo vento, ou isso é o que sabemos em teoria. Contudo, na prática ignoramos isso com uma facilidade incrível.
Dizer “te amo”, “preciso de você”, “te admiro muito” ou “eu gosto de você” é relativamente fácil. Porém, onde estão os atos que acompanham essas palavras?
Às vezes, para saber se somos importantes de verdade para alguém, basta fazer um simples exercício. Tapemos os ouvidos e nos limitemos a observar.
Devemos observar tudo o que ocorreu até agora, tudo o que se demonstra com ações, como se fosse um filme mudo que nós mesmos construímos. O que veremos?
Provavelmente, o que estamos observando nos assusta e ao mesmo tempo, nos adverte sobre uma situação que não enxergávamos.
Tudo porque temos dado um valor imenso a algumas palavras que não são praticadas. E isso em muitas ocasiões, nos leva a sofrer em vão.
Acreditamos em todas as desculpas de quem não demonstra sua presença por isso ou por aquilo. Aceitamos as ausências porque queremos ser compreensivos com o outro.
Entretanto, isso pode minar nossa autoestima e nos fazer muito dano. E quem nos ajudará então? Simplesmente se olhe no espelho… aí está a única pessoa que sempre estará presente.
A cegueira voluntária
Não é a primeira vez que nos damos conta do quão cegos temos sido diante de uma situação. Entretanto, uma e outra vez nos deixamos levar por uma cegueira voluntária que nos faz ver as coisas do modo que queremos.
Buscando na realidade outra situação, caímos em uma, que nos prejudica. Porém somos nós quem permitimos isso!
Já deveríamos ter aprendido desde o início a abrir os olhos, para constatar, se na verdade essa pessoa que está ao nosso lado demonstra, ou não o que ela tanto diz com palavras.
Usemos um exemplo simples, ainda que nada fácil. Imaginemos duas pessoas que se apaixonaram, e que uma delas está casada.
A circunstância não é fácil de resolver. Entretanto, a pessoa casada dá esperanças à outra dizendo que vai se separar e que logo estarão juntas.
O que ocorre então? Acontece que os meses estão passando, inclusive um ano e a situação continua sendo a mesma. A pessoa solteira se mantém acreditando nas palavras da outra, que por sua vez não age conforme o que tanto afirma.
Ainda que doa, é importante fazer o que anteriormente mencionamos. Tampar os ouvidos, abrir os olhos e ver, por fim, de forma clara, o que em realidade está acontecendo.
Não se trata de procurar culpados, e sim de deixar de estar em uma situação cheia de esperanças fictícias que nos impedem de voar livres e de viver nossa própria vida.
Demonstre o quanto sou importante pra você
Basta já de crer e de nos deixar levar por esperanças que nos mostram uma realidade desejada, mas que jamais chegará a ser verdade.

Não caiamos mais no mesmo erro de sempre. Vamos abrir os olhos de uma vez por todas, desde o começo e não optemos mais pela alternativa fácil dessa cegueira cheia de expectativas e ilusões que nunca tomarão forma.
Temos que tomar consciência disso e que seja uma aprendizagem para todos. Demonstremos também aos demais que esse perdão que expressamos com palavras é sincero e que será coerente com nossos atos.

A vida é muito curta para passar o tempo todo consertando a si mesmo.



Mário e o fusca que nunca andou...
Mário, um homem simples e trabalhador, viu passar na rua um fusca todo bonitão, completamente modificado pelo dono. O carro passou e todo mundo ficou olhando, cheio de admiração. Naquele momento, Mário sabia: ele queria um fusquinha igualzinho àquele.
Não demorou muito para que Mário comprasse um fusca velho e quebrado, na verdade uma sucata, que ele pretendia consertar para um dia viver aquele momento de passar na rua e todos admirarem seu carro lindo. Como tinha poucos recursos, Mário não podia contratar uma oficina e fazia ele mesmo todos os trabalhos, às vezes buscando ajuda de um ou outro amigo que entendesse mais de mecânica que ele (o que não era difícil, já que ele praticamente não entendia nada). As peças que precisava ele ia comprando aos poucos, normalmente usadas, em ferros-velhos, e assim ele foi consertando seu fusca, sonhando com o dia quando ele ficaria pronto para o passeio triunfal pelas ruas do bairro.

Com grande foco nos detalhes, Mário buscava as peças ideais, mesmo que tivesse que se deslocar para cidades vizinhas ou mesmo outras mais distantes e gastar quantias que nem tinha, se endividando para isso. Ele não media esforços e buscava sempre “o melhor” para seu fusquinha, não bastando que uma peça se encaixasse e funcionasse; ela tinha que ser perfeita, pois seu fusca tinha que ser igualzinho àquele que ele viu passar.
Depois de muito esforço, ele conseguiu colocar o motor do fusca para funcionar. Seus amigos, quando souberam, vieram para dar um passeio com Mário e seu fusca, mas Mário rejeitou, argumentando que seu carro só colocaria “os pés” na rua quando estivesse totalmente pronto.
O problema foi que Mário ficou completamente preso a uma “imagem ideal” de seu fusca, tão ideal que o veículo nunca ficou pronto. Ele consertava aqui, aparafusava ali, pintava acolá, mas nunca se sentia satisfeito, afinal, tratava-se de SEU fusca e ele tinha que ser perfeito. Assim, ao invés de cuidar para que o fusca andasse o mais rapidamente possível e curti-lo da melhor forma, usando aquilo que já tinha, Mário ficou ali, durante anos, investindo todo seu tempo e seu dinheiro em busca de uma perfeição inatingível.
O resultado foi que o conserto do fusca nunca foi concluído, o carro nunca andou e nunca foi admirado pelos demais ao passar na rua. E Mário? Ah, o Mário! Ele foi atropelado por uma Kombi ao atravessar a rua e morreu de imediato, talvez consolado por ter sido levado por um carro do mesmo fabricante do fusquinha de seus sonhos.
Não fazemos o mesmo com “nossos fuscas”?
Vejo o mesmo fenômeno de “Mário e seu fusca” na área de autoconhecimento/autoajuda, com muita gente consumindo textos e mais textos, conselhos e dicas, reflexões e sabedorias, o que, em princípio, não é ruim, já que mostra que tem muita gente por aí preocupada em crescer e melhorar, preocupada em “consertar” a si mesma. O problema é que também aqui se busca muitas vezes uma perfeição que jamais será atingida, também aqui se espera que “o fusca” fique totalmente pronto para que se saia com ele na rua, se espera por algo que provavelmente nunca virá, ao invés de aproveitar que o motor já funciona e o carro já anda para começar a viver, praticando o que já se sabe e sendo “o fusca” que já se é, tirando o melhor proveito dele e saindo para a rua e para a vida.
Como no caso do Mário, que viu passar um fusca bonitão na rua, temos muitas vezes algum exemplo que transformamos em meta, vemos algo que queremos então ser, ter ou fazer igual, fixando nossa atenção, nossos esforços, nossa vida numa ideia, correndo atrás de algo que, no fundo, é do outro e não realmente nosso, na verdade imitando, copiando, invejando. Não, não há nada demais em admirar o alheio, de se deixar inspirar por ele, mas aquilo que é do outro não deveria nos definir, já que é do outro e não nosso.
O fenômeno é parecido, com gente não medindo esforços para achar “as peças” ideais que acham que precisam, comprando livros, participando de terapias, cursos e seminários, investindo tempo e dinheiro e fazendo de tudo para consertar a si mesmo, mesmo quando não há qualquer necessidade real de conserto.
Mário teria sido mais feliz se ele tivesse admirado aquele fusca que passou, se inspirado, mas sem a meta de seu carro ser perfeitamente igual. Ele teria sido mais feliz se tivesse buscado (e encontrado) seu próprio fusca, mesmo que esse não fosse tão bonito, tão perfeito, tão igual àquele que passou por ele na rua.

Acho muito importante buscar ser quem realmente somos, como somos, com nossos amassos e arranhões, com nossas imperfeições, consertando aquilo que realmente é necessário, sem se prender a detalhes, entendendo que tem coisas que podem não estar 100%, mas que funcionam assim mesmo, que essas coisas não precisam necessariamente ser consertadas para que sejamos felizes. O tempo gasto com a espera ou com a busca pela perfeição é tempo gasto de vida. E esse é um gasto (de tempo) que não vale a pena.
Não importa se ele ainda não está pronto, não importa se falta a pintura e o acabamento final, não importa se o rádio ainda não foi instalado: verifique somente se as funções básicas estão em ordem e, se estiverem, sente-se em “seu fusca” e vá passear. Vá viver! A vida é muito curta para passar o tempo todo consertando a si mesmo. 😉

Filha escreve desabafo e choca ao dizer que não ama a mãe.



“Porque, você vê, minha mãe me deu o inferno”, escreveu a mulher.
Uma mulher não identificada publicou uma carta no site do jornal britânico The Guardian endereçada às pessoas que a julgavam por ela não amar a mãe. A remetente explica que a falta de sentimentos não tem relação alguma com traumas físicos e, sim, psicológicos. Para ela, nem toda mulher que coloca filhos no mundo nasceu para ser mãe.
O bilhete revoltou alguns internautas. Como forma de desabafo, a jovem relatou a dor de também não se sentir amada. Confira o texto na íntegra:

“Todos os anos, no domingo do Dia das Mães, filhos e filhas compram flores e outros presentes para homenagear as mulheres que os puseram no mundo; artigos saem glorificando a maternidade (e instruindo a todos a ligar para suas mães) e a pressão é enorme. Porque, você vê, minha mãe me deu o inferno.
Ela raramente era fisicamente abusiva; ela é muito mais inteligente do que isso. Tudo está no domínio. Por que ela me ignorou por meses? Quem sabe, não é mesmo? Mas se confrontada, ela negaria isso. Por que existe um favoritismo entre eu e meus irmãos? Não é possível: deve ser minha imaginação.
Quando as pessoas assumem que aquelas que deram à luz automaticamente sabem como sentir (e expressar) ‘amor materno’, só piora as coisas. A suposição cria uma mística sobre o relacionamento mãe-filho que prejudica aqueles criados por uma mãe que não sabe amar. Muitos passam suas vidas se perguntando o que está errado com eles e por que suas mães não se comportam amorosamente. Ter a sociedade dizendo-lhes que sua mãe é uma fonte de amor para ser adulado é brutal.
Os tempos serão sempre difíceis para crianças (ou adultos) em nossa situação? Ironicamente, não. Como abusadoras clássicas, nossas mães nos oferecem frases gentis e expressões de apoio. Desesperados por pensar que somos dignos da aceitação delas, mordemos cautelosamente a isca. Uma vez que elas tenham certeza de nossa submissão, a manipulação começa novamente.
O fato triste é que algumas mulheres que dão à luz — e que pensam em si mesmas como muito amorosas — estão ansiosas em controlar esse amor. Essas mães podem parecer orgulhosas e apoiar seus filhos, mas no fundo são críticas e negativas. Seu encanto superficial nos isola, e os outros não conseguem entender o porquê não queremos passar tempo com pessoas tão adoráveis. Mães como estas assumem o papel de vítima lindamente: com lágrimas nos olhos, elas vão contar aos outros (especialmente parentes, porque eles podem se envolver em seu favor) que não entendem o que fizeram de errado… enquanto dão o tratamento silencioso para o filho ou filha durante meses.
Depois de anos de culpa pelos problemas em nosso relacionamento, eu já tive o suficiente. Este último domingo das mães, os meus filhos que desejaram, puderam me acompanhar no almoço (meu deleite), e aqueles que não estavam disponíveis foram amados vocalmente, mesmo assim.
Eu, no entanto, não vou ligar para a mãe. E não me sentirei culpada por isso. Ela teve sua chance. Infelizmente, enquanto ela acha que seu relacionamento comigo é o único em que ela tem dificuldades, seus netos veem suas manipulações e não querem fazer parte disso. Como eles ainda são jovens, tentam ser gentis e não querem que ela saiba disso. Mas a gente colhe o que planta, e minha mãe está sentindo a falta de vontade deles de se envolverem com ela e está entrando em pânico.
Para aqueles que têm sorte de ter mães que merecem ser celebradas, façam com amor e entusiasmo. Mas por favor, por favor, quando vocês ouvirem alguém responder menos do que positivamente sobre o amor materno, não ajam como se fossem, de alguma forma, deficientes. Celebre o amor da sua mãe e a caridade por essa pessoa que nunca teve esse tipo de amor.”

terça-feira, 25 de julho de 2017

No amor é melhor um fim horroroso que um horror sem fim.

terça-feira, 25 de julho de 2017


O amor também sucumbe...
De todas as máximas sobre o amor, a que mais me fala e mais me cala é esta. “Melhor um fim horroroso que um horror sem fim”. Tudo bem, compreendo se você prefere aquele outro chavão: “amor de verdade não acaba, se acabou é porque não era amor”. Respeito, mas sigo achando que lá pelas tantas, vira e mexe, o amor pode acabar, sim. Fazer o quê?
Certo é que ninguém em pleno gozo de suas faculdades amorosas embarca numa história de amor já pensando em pular fora no primeiro solavanco. A gente tenta, mas de quando em vez acontece de a locomotiva enguiçar, do barco furar, do avião cair. De vez em quando acaba mesmo. E quando acaba, é melhor que acabe logo, de uma vez, no susto. No pulo, da noite pro dia, num piscar de olhos, na volta da feira, como a sacola que rasga no fundo e espalha tomates e laranjas, limões e mexericas na descida. Sem volta.

Porque há pouca coisa mais triste na vida, minha gente, há pouca coisa mais miserável e aborrecida que amor definhando. Amor que morre aos poucos, agoniza moribundo, sofre exaurido, semimorto, matando sua sede a conta-gotas onde ontem mesmo jorravam emoção, interesse, entusiasmo, fascínio. Coisa horrível de tão triste o amor que adoece e vai partindo aos pouquinhos, diminuindo, rareando, minguando, se despedindo.
Amor é para ser inteiro, repleto. Mesmo na calma e na doçura tranquila que sucedem uma paixão louca, o amor carece de inteireza. No sossego de uma tarde sem programa, sem projeto, no arroz e feijão requentado de dois dias atrás, na falta de assunto que uma hora acomete toda gente, no silêncio bom da convivência mansa, quem ama precisa saber e sentir que o faz de verdade. Não que apenas cumpre tabela ou quer tão somente agradar o outro enquanto tenta se convencer de que está feliz.
É triste, mas vontade de sentir amor não é amor. É só vontade de sentir amor. É só uma velha e boa intenção. E de boas intenções também andam cheios os corações devolutos.
Não basta. Tentar resgatar o que se foi, a alegria do começo, o frio na barriga inicial, a paixão louca, tudo isso é não se dar conta de que o caminho acabou. Vem o desgosto, se instala horroroso e a gente nem percebe. É preciso encontrar uma outra via. Juntos ou separados, amantes na agonia do fim devem seguir, encontrar outras veredas. Mas não. Quase sempre, em vez de fazer isso rápido, prolongam seu sofrimento inútil como quem procura castigar o espírito e purgar a culpa de ir embora.
Quando nos achamos no controle do amor é que somos ridiculamente controlados. Porque o amor não se controla. A gente cuida bem dele, rega sua sede, ouve suas queixas, alimenta suas fomes, leva ao passeio, ajeita sua coberta que cai da cama durante a noite. Mas a despeito de tudo isso o amor também se acabrunha sem mais. E quando adoece nem sempre resiste.
O amor também sucumbe.
É injusto, doloroso e insuportável assistir a um amor que foi tudo se tornar nada. Dói na alma ver a ternura enfraquecer até inexistir, como um doente velho e fraco que se acaba na cama de um hospital, pendurado no fim da linha pela misericórdia fria das máquinas, a vida escorregando de seus olhos, a morte distorcendo sua face. A gente evita, e quanto mais a gente nega, mais sente dor.
Para os seres amorosos, não corresponder a um amor é tão dolorido quanto não ter o seu amor correspondido. Amor quando acaba, ou quando não é, dói mesmo. Dói nos amantes e em quem estiver perto. É dor para todo lado. Então é melhor que doa muito mas que doa logo. E que acabe depressa com isso. No amor, é melhor um fim horroroso que um horror sem fim.
Depois, sempre ajuda ter por perto aquele outro clichê. Só o tempo. Só o tempo cura. Só o tempo há de fazer a dor passar. Só o tempo. Só o tempo.

Via: Caminhos

Americano escreve texto e viraliza : “20 razoes porque eu odeio o Brasil e os brasileiros. Confira e deixe seu comentário.



Um americano, casado com uma brasileira, morou em São Paulo por 3 anos. Depois dessa árdua experiência, ele voltou para sua terra natal e fez questão de criar uma lista de 20 motivos pelos quais odeia viver no Brasil.

1- Eles não têm consideração por aqueles que não participam de seu círculo social. Se um vizinho toca música alta durante a noite e você lhe pedir educadamente para abaixar o som, ele vai mandar você se fu#$%. Eles simplesmente não têm educação. Se alguém esbarra em você na rua, ele nunca irá lhe pedir desculpas. Esqueça!
2- Eles são agressivos e querem levar vantagem em tudo. No trânsito, por exemplo … se tiverem uma forma de ultrapassar você, assim o farão. E jogam o carro pra cima sem dó nem piedade.
De modo geral, sim.
3- Eles não respeitam o meio ambiente […] jogam lixo na rua, na natureza, nos rios … em qualquer lugar. Os recursos naturais estão sendo desperdiçados. O país é muito sujo.
4- Eles toleram a corrupção no governo e no setor privado […] a população elege os mesmos corruptos de sempre.
5- As mulheres no Brasil são obcecadas com seus corpos e adoram uma competição entre si.
6- Os homens acham ‘legal’ trair as mulheres e o fazem com o maior descaramento. Não há fidelidade.
7- Eles são mal-educados e falam mal dos outros publicamente […] não se importam em ferir os sentimentos de outra pessoa.
8- Os trabalhadores são geralmente malandros, preguiçosos e atrasados […] querem ganhar muito e trabalhar pouco. Eles acham que o governo tem que dar tudo (bolsa isso … bolsa-aquilo). Não estudam, não se capacitam e adoram ficar resmungando pelos cantos.
9- Os ricos são arrogantes, insensíveis e acham que estão acima da justiça […] os pobres ganham tão pouco que mal conseguem se alimentar e não têm esperanças de futuro, por isso partem para o crime.
10- Os brasileiros não esperam você terminar de falar […] eles te interrompem e começam a tagarelar […] é uma espécie de competição para ser ouvido.
11- A polícia é ineficaz, ganha pouco, não cumpre as leis para proteger a população, que por sua vez não respeita a polícia. As pessoas vivem cercadas por muros, grades, alarmes, cercas elétricas e constantemente estão em pânico por medo da violência.
12- Eles tornam tudo inconveniente e difícil […] a burocracia que os políticos impõem para os cidadãos é algo de outro mundo. Os impostos do Brasil nunca retornam para o povo […] eles são roubados na ‘cara dura’.
13- Voltando ao assuntos dos impostos, eles pagam taxas absurdas para tudo (produtos de casa, eletrônicos, carros, arroz, feijão,etc…). Os empresários são obrigados a seguir as leis para sustentar um governo corrupto e quase nunca conseguem fazer lucro.
14- O verão é quente como o inferno e dura 9 meses do ano. As casas não possuem isolamento térmico. Você sofre de calor durante 9 meses e passa frio nos outros 3.
15- A comida é sem graça, repetitiva e inconveniente. Quase não existe alimentos congelados ou prontos para serem consumidos. Quando você encontra, o preço é absurdamente elevado.

16- Eles são muito sociáveis e quase nunca ficam sozinhos. Você não consegue descansar nos fins de semana […] é quase que ‘obrigatório’ convidar as pessoas para ir na sua casa.
17- Eles não saem debaixo das ‘asas’ do papai e da mamãe. Moram todos juntos, espremidos. Ficam perto emocional e geograficamente durante toda a vida. As famílias vivem intrometendo na vida do casal (aconteceu comigo) e fazem fofocas diariamente.
18- Serviços básicos como eletricidade, água, esgoto e internet são péssimos e/ou ausentes na maior parte do país […] quando você encontra esses serviços, eles são absurdamente caros e ruins.
19- A qualidade da água é reprovável.
20- Só existe um tipo de cerveja no Brasil e é composta basicamente de água […] é uma porcaria. As cervejas importadas custam os olhos da cara.

Ah, é, a maconha não faz nada? Então olhem para o meu filho!



"Não se fala dos efeitos secundários - mas eles são gravíssimos"
“A maconha destruiu o cérebro do nosso filho e de muitos outros jovens. Eles começaram a fumar ‘baseados’ aos 12, 14 anos, idades em que acontecem grandes mudanças no organismo e na mente, e os neurônios deles foram afetados de modo muito negativo. Não somos só nós, os pais, que dizemos isso, mas também os médicos”.

A espanhola Montserrat Boix é mãe de um rapaz com graves transtornos mentais. Quando ela fez a declaração acima, o jovem estava desaparecido já fazia 10 dias, depois de fugir da clínica psiquiátrica na qual estava em tratamento. Montserrat considera que as instituições da sociedade não estão agindo eficazmente diante das situações – graves – de famílias que têm de lidar com casos de transtorno mental. Ela conta, por exemplo, que a polícia nunca localizou o seu filho nas várias ocasiões em que ele fugiu.
“Estes problemas não estão sendo levados a sério o suficiente. Parece que aqueles que propõem o consumo livre da maconha têm mais poder na sociedade e na mídia. Não se fala dos efeitos secundários, e eles são gravíssimos”, lamenta.
Montserrat Boix fez suas declarações à Plataforma pela Família Catalunha-ONU, que, além de divulgar os problemas das famílias afetadas, prepara conferências familiares sobre saúde mental em parceria com o governo local de Barcelona.
Montserrat prossegue: “Falam em legalização da maconha. Se a questão é vender em farmácias com receita médica para algum tratamento, de acordo. Mas se é para permitir a venda livre e sem nenhum controle, rejeitamos de maneira absoluta”.
Convivência muito difícil
Esta mãe espanhola descreve a atual convivência com o filho, que tem 27 anos, como “muito difícil”: ele é agressivo, não respeita quaisquer horários, não toma a medicação para tratar seu transtorno, consome drogas e foge de casa com frequência.
Desesperada, ela prossegue: “Não podemos fazer nada além de temer que o nosso filho volte a cometer algum crime para ser preso e receber algum tratamento na cadeia. Ou que alguém o mate numa briga. Pessoas nessa situação acabam ou na cadeia ou no cemitério. Não é oferecido nada para os doentes mentais severos, agressivos e que consomem drogas”, denuncia, assegurando que são muitas as famílias em situação semelhante à dela.
Os políticos, a seu ver, se interessam muito pouco pela situação das famílias que enfrentam esse tipo de desafio. Para ela, os pais de pessoas nesta situação não deveriam perder a autoridade legal sobre os filhos afetados por doenças mentais quando eles atingem a maioridade: “Eles não estão em condições de exercer a liberdade. Não têm critério para administrá-la. [As autoridades] perguntam a eles se dão consentimento para ser internados, e eles dizem que não. Os pais não podem dizer nada. Mas depois chegam os problemas, que são enormes”.
Soluções
A solução que Montserrat propõe é a mesma já adotada em outros lugares do mundo, como a Fazenda da Esperança, no Brasil: a criação de centros públicos de saúde mental em áreas rurais, para que os pacientes internados realizem trabalhos no campo e cuidem de animais, por exemplo, e não possam sair da clínica enquanto estiverem em tratamento.
Ela foi além das palavras e, junto com seu marido, já criou uma pequena indústria de iogurte, a Delícies del Berguedà, para que ali trabalhem pessoas com problemas de saúde mental.

Montserrat recorda que, na Espanha, os antigos manicômios para pessoas com transtornos mentais foram extintos na década de 1970, mas não foram substituídos por outras instituições que, ao mesmo tempo, os tratem adequadamente e protejam o resto da sociedade.
E lança um apelo ao mundo: “Nós, pais e mães, estamos desesperados e nos sentimos impotentes diante desta situação”.

Via: Aleteia