quinta-feira, 25 de maio de 2017

20 dores no corpo que podem estar ligadas às emoções!

quinta-feira, 25 de maio de 2017


A dor fala mais do que estamos vivendo do que se imagina.
Se você está sofrendo com algum tipo de dor, este post pode ajudar a encontrar a causa.
Não se assuste se essa causa não for uma inflamação ou lesão, mas um problema emocional.
Preparamos esta matéria com muito carinho.
Pois temos certeza de que ela vai ajudar muitas pessoas, que poderão se livrar de sua dor física a partir do instante que se curarem da dor interior.
Aprenda a decodificar a mensagem do seu corpo e seja mais feliz:

1. Dores musculares: revela que a pessoa está com dificuldades em aceitar mudanças.
A pouca flexibilidade na vida pode ser prejudicial, procure se adaptar às novas situações.
2. Dor de cabeça: você tem uma decisão a tomar?
Então se posicione!
A tensão provoca estresse. Procure relaxar e deixar a mente mais leve.
3. Dor de garganta: esta é uma dor bem comum e pode ser o indicador de que você está com problemas de perdoar, seja os outros ou até a si mesmo (a).
Reflita sobre o amor e a compaixão.
4. Dor nas gengivas: talvez seja a dificuldade de tolerar ou de tomar decisões.
A indecisão e o desconforto causado por ela são muito perigosos!
Cuidado!
5. Dor nos ombros: pode indicar uma sobrecarga emocional.
Não carregue tanto peso sozinho (a), distribua.
Além disso, não acumule problemas, resolva-os.
6. Dor de estômago: parece engraçado, mas é real.
Se você não "digeriu" bem alguma situação ruim, pode ter dores no estômago.
7. Dores na parte superior das costas: procure alguém para compartilhar os problemas e alegrias.
Este pode ser o indício de que você precisa de apoio emocional.
8. Dor na região lombar: pode ser sinal de falta de dinheiro ou de apoio emocional.
Seja otimista e reaja.
9. Dores no sacro e cóccix: há situações que precisam ser resolvidas e você está ignorando?
Pense bem.
10. Dor de cotovelo: outra parte do corpo que está bem relacionada à resistência a mudanças.
Ouse!
Se não for possível, pelo menos trabalhe sua mente para se ver livre do que está pressionando.
11. Dor nos braços: é pesado carregar algo ou alguém com muita carga emocional.
Veja se é necessário mesmo fazer isso.
Reflita sobre o assunto.
12. Dor nas mãos: mostra falta de conexão com as pessoas ao seu redor.
Procure fazer novos amigos e estreitar os laços de amizade com os mais antigos.
13. Dor nos quadris: se você anda com medo de agir, isso pode resultar em dor nos quadris.
Está pensando em novas ideias?
Posicione-se! Isso vai lhe dar grande alivio.
14. Dor nas articulações: músculos e articulações são flexíveis.
Seja como eles: procure novas experiências na vida - com responsabilidade.
15. Dor nos joelhos: provavelmente seja o orgulho.
O que acha de ser humilde e aceitar as diferenças e circunstâncias?
Sabemos que não é fácil.
No entanto, é necessário.
Você é mortal, como todos os outros - não perca tempo e viva em amor.
16. Dor de dente: pense positivo.
Se estiver em situações difíceis, tenha fé que tudo será resolvido.
Esta dor simboliza um fato que não está agradando a você.
17. Dor no tornozelo: seja mais tolerante com si mesmo (a).
Permita-se ser feliz e não cobre tanto.
O que acha que dar um toque especial na vida amorosa?
18. Dor que causa fadiga: viva novas experiências.
Livre-se do tédio!
19. Dor nos pés: um novo passatempo ou um animalzinho de estimação pode pôr fim à vida deprimida de qualquer pessoa.
Não permita pensamentos negativos, e os positivos farão você "voar".
20. Dores em várias partes do corpo: nosso corpo é formado por energia.
Se você estiver uma pessoa muito negativa, vai sofrer dores e ter uma queda na imunidade.
Cuidado!

Você quer apenas namorar ou viver um grande amor?



Vejo inúmeras pessoas dizendo que estão fartas de relacionamentos furtivos – ou de ficar sozinhas – e que tudo o que mais desejam é namorar.
Sempre que escuto isso, penso: será que essa pessoa quer namorar ou viver um grande amor? Porque pode existir diferença, sim, entre essas duas coisas.
Claro que existem namoros que surgem de grandes amores (ou os promovem), porém muitos deles são baseados na simples necessidade de ter alguém ao lado para amenizar a solidão, para o desfrute de uma boa companhia, para jantar, viajar, ir ao cinema, atender as convenções sociais, manter certa regularidade (ainda que morna) sexual.

Mas a vida, meus caros, como não me canso de dizer, é uma dama caprichosa: ela nos dá o que achamos que merecemos. Ou melhor, o que achamos que queremos.
Eu, particularmente, sempre quis viver grandes e arrebatadores amores e, felizmente, fui (sou) presenteada com muitos deles. No entanto, para se viver um grande amor é preciso um bocado de coragem (e sorte!). É preciso ter namorado muito, muito, muito – e por muito tempo – consigo mesmo.
Somente depois de ter se apaixonado pelos próprios erros e qualidades, ter se desiludido com as próprias falhas, ter rompido consigo mesmo em rompantes de raiva e depois ter se reconciliado; somente depois de ter achado charmosos os próprios defeitos, ter dado boas gargalhadas do disco da Shakira em meio aos da Billie Holiday e ter odiado a maneira como se comportou naquela situação X; somente depois de ter se colocado para fora de casa, de ter praguejado o dia em que nasceu, ter achado as próprias roupas cafonas e a imagem embaçada no espelho tenebrosa e ter se perdoado por tudo e por nada; somente depois de ter se dado trégua é que abrimos caminhos para um grande amor.
Ou seja, somente depois atravessar esse mar de fogo – viver um namoro complexo e pulsante consigo mesmo, com todas as etapas de um relacionamento – estamos aptos a viver, ou melhor, a experimentar e partilhar a alegria de um grande amor.
Quem nunca namorou consigo mesmo jamais viverá um grande amor. Pode até se deliciar com paixões instantâneas, mas um grande amor, duvido.
Quem não conhece a própria dor não pode (não sabe) como acolher a dor do outro. Quem nunca enfrentou a solidão, encarando-a nos olhos, é incapaz de ofertar conforto e amparo. Quem nunca se perdoou por suas falhas jamais perdoará as alheias. Quem nunca conseguiu se aceitar não é capaz de aceitar outrem – e sem aceitação não existe amor.
O amor, o amor de verdade, só acontece quando damos mais do que temos. Quando ultrapassamos nossos limites, quando sentimos medo, porém continuamos; quando entendemos que podemos viver sem o outro, mas escolhemos sua companhia; quando entendemos que ninguém pertence a ninguém e que ninguém está no mundo para atender a nossas necessidades e expectativas e que o ciúme não é sinal de amor ao outro, mas de autopreservação, ou seja, amor-próprio (leia: egocentrismo, egoísmo); quando deixamos de sentir a diferença como ameaça e passamos a desfrutar da possibilidade de crescimento que ela proporciona; quando aceitamos e acolhemos o outro em suas faltas do mesmo modo que desejamos ser aceitos e acolhidos; quando morremos juntos para o que fomos e para o que poderíamos ter sido e nos dissolvemos num só corpo, num só gozo, em pleno abandono.
Abandono. Essa palavrinha parece não combinar com o amor, não é? Todavia, o amor só é possível quando praticamos o abandono – inclusive e principalmente de velhas crenças acerca de nós mesmos e do mundo.
Somente depois de termos aprendido esses movimentos é que a nossa terra estará arada para sorver o delicioso fruto chamado “grande amor”.
Dia desses li por aí: “amor não é aquilo que te deixa em paz, calmo, feliz e tranquilo; o nome disso é Rivotril” – ou, acrescentaria, “um simples namoro”.
Não existe amor sem crescimento, sem expansão, sem abandono, sem mudança, sem medo. E mudar dói. Requer coragem. Amar bagunça a vida, não tem jeito. Namorar, só por conveniência, às vezes ajeita. Não existe certo, nem errado, trata-se apenas de uma escolha.
Portanto, cuidado com o que deseja, porque seu pedido pode se realizar: você deseja (somente) namorar ou viver um grande amor?
Lembrando que: é preciso ter se perdido de si umas não sei quantas mil vezes para se perder na estrada de um louco, grande e lindo amor.
Seja lá para que lado for, vá na fé! E boa sorte!

Os quatro excessos da educação moderna que perturbam as crianças



Quando nossos avós eram pequenos, eles tinham apenas um casaco de frio para o inverno. Apenas um! Naquela época de vacas magras, já era luxo ter um. Exatamente por isso a criançada cuidava dele como se fosse um tesouro precioso. Naquela época bastava a consciência de se ter o mínimo indispensável. E, acima de tudo, as crianças tinham consciência do valor e da importância de suas coisas.

Muita água correu por baixo da ponte, acabamos nos transformando em pessoas mais sofisticadas. Agora prezamos pelas várias opções e queremos que nossos filhos tenham tudo aquilo que desejarem, ou, caso seja possível, muito mais. Não percebemos que esse mimo excessivo ajuda a criar um ambiente propício para transtornos psicológicos.
De fato, foi demonstrado que o excesso de estresse durante a infância aumenta a probabilidade de que as crianças venham a desenvolver problemas psicológicos. Assim, uma criança sistemática pode ser empurrada para ativar um comportamento obsessivo. Uma criança sonhadora, sempre com a cabeça nas nuvens, pode perder a sua capacidade de concentração.
Neste sentido, Kim Payne, professor e conselheiro norte-americano, conduziu uma experiência interessante em que simplificou a vida de crianças diagnosticadas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Depois de apenas quatro meses, 68% destes pequeninos passaram a ser considerados clinicamente funcionais. Eles também mostraram um aumento de 37% em suas habilidades acadêmicas e cognitivas, um efeito que não poderia coincidir com a medicação prescrita para esta desordem, o Ritalin.
Estes resultados são, em parte, extremamente reveladores e, mais que isto, também são um pouco assustadores, porque nos fazem pensar se realmente estamos criando para nossos filhos um ambiente saudável, mental e emocionalmente.
O que estamos fazendo de errado e como podemos corrigir isto?
Quando o “muito” se transforma em “demais”?
No início de sua carreira, este professor trabalhou como voluntário em campos de refugiados, onde teve que lidar com crianças que sofrem de estresse pós-traumático. Payne constatou que essas crianças se mostravam nervosas, hiperativas e tremendamente ansiosas, como se pressentissem que algo de ruim fosse acontecer de uma hora para a outra. Elas também eram amedrontadas em excesso, temendo qualquer novidade, o desconhecido, como se tivessem perdido a curiosidade inata das crianças.
Anos mais tarde, Payne constatou que muitas das crianças que precisavam de sua ajuda mostravam os mesmos comportamentos que os pequenos que vinham de países em guerra. No entanto, o estranho é que estas crianças viviam na Inglaterra, abraçados por um ambiente completamente seguro. Qual a razão que os levava a exibir os sintomas típicos de estresse das crianças pós-traumáticas?
O professor pensa que as crianças em nossa sociedade, apesar de estarem seguras do ponto de vista físico, mentalmente vivem em um ambiente semelhante ao produzido em áreas de conflito armado, como se suas vidas estivessem sempre em perigo. A exposição à muitos estímulos provoca um estresse acumulado que obriga as crianças a desenvolverem estratégias que as façam se sentir mais seguras.
Na verdade, as crianças de hoje estão expostas a um fluxo constante de informações que não são capazes de processar. Elas são forçadas ao crescimento rápido, já que os adultos depositam muitas expectativas sobre elas, forçando-as a assumir papéis que realmente não condizem com a realidade infantil. Assim, o cérebro imaturo das crianças é incapaz de acompanhar o ritmo imposto pela nova educação, por conseguinte, um grande estresse ocorre, com as óbvias consequências negativas.
Os quatro pilares do excesso
Como pais, nós normalmente queremos dar o melhor para os nossos filhos. E pensamos que, se o pouco é bom, o mais só pode ser melhor. Portanto, vamos implementar um modelo de paternidade superprotetora, nós forçamos os filhos a participar de uma infinidade de atividades que, em teoria, ajudam a preparar os pequenos para a vida.
Como se isso não fosse suficiente, nós enchemos seus quartos com livros, dispositivos e brinquedos. Na verdade, estima-se que as crianças ocidentais possuem, em média, 150 brinquedos. É demais, e quando é excessivo, as crianças ficam sobrecarregadas. Como resultado, elas brincam superficialmente, facilmente perdendo o interesse imediatista nos brinquedos e no ambiente, elas não são estimuladas a desenvolver a imaginação.
Payne ressalta que estes são os quatro pilares do excesso que forma a educação atual das crianças:
1 – Excesso de coisas.
2 – Excesso de opções.
3 – Excesso de informações.
4 – Excesso de rapidez.
Quando as crianças estão sobrecarregadas, elas não têm tempo para explorar, refletir e liberar tensões diárias. Muitas opções acabam corroendo sua liberdade e roubam a chance de se cansar, o que é elemento essencial no estímulo à criatividade e ao aprendizado pela descoberta.
Gradualmente, a sociedade foi corroendo as qualidades que tornam o período da infância algo mágico, tanto que alguns psicólogos se referem a esse fenômeno como a “guerra contra a infância”. Basta pensar que, nas últimas duas décadas, as crianças perderam uma média de 12 horas por semana de tempo livre. Mesmo as escolas e jardins de infância assumiram uma orientação mais acadêmica.
No entanto, um estudo realizado na Universidade do Texas revelou que quando as crianças brincam com esportes bem estruturados, elas se tornam adultos menos criativos, em comparação com jovens que tiveram mais tempo livre para criar suas próprias brincadeiras. Na verdade, os psicólogos têm notado que a maneira moderna de jogar gera ansiedade e depressão. Obviamente, não é apenas o jogo mais ou menos estruturado, mas também a falta de tempo.
Simplificar a infância
A melhor maneira de proteger a infância das crianças é dizer “não” para as diretrizes que a sociedade pretende impor. É preciso deixar que as crianças sejam crianças, apenas isso. A melhor maneira de proteger o equilíbrio mental e emocional é educar as crianças na simplicidade. Para isso, é necessário:

– Não encher elas de atividades extracurriculares, que, em longo prazo, não vão ajudá-las em nada.
– Deixe-lhes tempo livre para brincar, de preferência com outras crianças, ou com jogos que estimulem a criatividade, jogos não estruturados.
– Passar um tempo de qualidade com eles é o melhor presente que os pais podem dar.
– Criar um espaço tranquilo em suas vidas onde eles podem se refugiar do caos e aliviar o estresse diário.
– Garantir tempo suficiente de sono e descanso.
– Reduzir a quantidade de informações, certificando-se de que esta seja sempre compreensível e adequada à sua idade, o que envolve um uso mais racional da tecnologia.
– Simplifique o ambiente, apostando em menos brinquedos e certificando-se de que estes realmente estimulem a fantasia da criança.
– Reduzir as expectativas sobre o desempenho, deixe que elas sejam simplesmente crianças.
Lembre-se que as crianças têm uma vida inteira pela frente até se tornarem adultos, entretanto, então, permita que elas vivam plenamente a infância.

Todos os dias o seu silêncio me diz que eu fiz o certo ao me afastar



Eu sempre tive certeza que a decisão que eu tomei era mesmo a mais acertada. Mas, às vezes, principalmente no início, eu me pegava me questionando: “E se…?”. E se eu tivesse feito diferente, e se eu não tivesse demonstrado tanto, e se eu tivesse dividido a atenção que eu oferecia a você com um outro alguém? E se eu tivesse sido menos exclusiva, e se eu tivesse te tratado como alguém sem tanta importância pra mim? E se eu tivesse te amado menos?

Nós nunca sabemos o impacto que alguém vai causar em nossas vidas até que abrimos a porta e deixamos aquela pessoa entrar. O fato é que eu quase fechei a porta pra você. Foi por muito pouco que não te ignorei como forma de finalizar aquele nosso primeiro contato. Quando você pediu meu telefone, eu tive o impulso de te excluir, mas ao contrário disso, te ignorei. Fiquei dois dias sem te responder, eu não sabia o que fazer. Por fim, num impulso, te mandei meu número já pensando nas desculpas que eu haveria de te dar para te ignorar sem culpa.
A vida nos surpreende e ela me surpreendeu muito quando causou o nosso encontro. Não foi no primeiro nem no segundo encontro que eu me apaixonei. Mas desde a primeira vez que conversamos pessoalmente, eu percebi que ali havia uma mente pensante e eu sempre me atraí muito por pessoas inteligentes. Ao te conhecer melhor, sentimentos surgiram. Com o tempo, evoluíram. Me envolvi, relutei, mas por fim me entreguei e posso dizer que foi um caminho sem volta. Te amar menos era impensável, ter sido menos exclusiva do que fui não era alternativa pra mim. Eu nunca me envolvi com mais de uma pessoa simultaneamente. E agora que eu amava alguém eu iria fazer isso? Esse tipo de jogo não cabia na minha vida. Se eu te perdesse, que fosse por amar demais e nunca por valorizar de menos. Eu não estava disposta a errar. Não com você.
Mas nenhuma relação depende apenas de uma só pessoa. E com o tempo eu fui obrigada a encarar a verdade: você não queria ser amado, pelo menos não por mim. E amar alguém que não quer ser amado é mais que arriscado, é atestado de sofrimento. Apesar de tudo, eu ainda estive disposta a ficar ali. A tentar transpor barreiras. Mas de onde eu tirava obstáculos, você construía muros. Nós dois não tínhamos os mesmos objetivos, um dia você disse. E você disse nada menos que a verdade. Eu terminei aquilo porque não havia caminho mais acertado que o fim.
Por mais que eu tivesse certeza desta decisão, como eu disse, às vezes me perguntei se aquilo era o melhor (era o mais certo, mas seria o melhor?). Procurei nas músicas, nos livros e nos astros resposta para os meus questionamentos. Em vão. Nada me respondia. Meses se passaram sem que eu encontrasse esclarecimento. Foi só então que eu percebi que meses se passaram e você se manteve calado. E o seu silêncio dizia tudo, ele era a resposta que eu procurava. O seu silêncio me mostrou todos esses dias que eu fiz o certo ao me afastar.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Muitas pessoas estão sozinhas porque conseguiram expulsar todo mundo da sua vida

quarta-feira, 24 de maio de 2017


Conseguiremos conviver somente se estivermos dispostos a abrir mão de algo, a analisar nossa parcela de responsabilidade no que acontece, a ouvir alguém que não seja nós mesmos. Relacionamentos requerem compartilhamento, entrega, empatia e altruísmo, ou sempre haverá um lado da balança pesando demais.


Estar sozinho pode ser uma opção, pois existem pessoas que não sentem solidão e conseguem lidar muito bem com uma vida solitária, inclusive nem procuram alguém. Por outro lado, há aqueles que não se sentem confortáveis não tendo ninguém ao seu lado e, por isso, não perdem a esperança em encontrar um parceiro de vida. Porém, algumas pessoas simplesmente conseguiram espantar qualquer alma viva de seu convívio, sendo a solidão o seu castigo.
Certos indivíduos não conseguem se relacionar, minimamente, haja vista sua personalidade difícil, sua relutância em abrir concessões de quaisquer tipos, sua língua afiada. Não é fácil relacionar-se com alguém, ainda mais hoje, quando o egoísmo parece ser a tônica dominante. Não muitos estão dispostos a abrir-se ao outro, a ouvir uma opinião diversa, a refletir sobre as próprias atitudes.
Conseguiremos conviver somente se estivermos dispostos a abrir mão de algo, a analisar nossa parcela de responsabilidade no que acontece, a ouvir alguém que não seja nós mesmos. Relacionamentos requerem compartilhamento, entrega, empatia e altruísmo, ou sempre haverá um lado da balança pesando demais. Isso tudo implica a consciência de que o raio de nossas ações vai muito além de nossos próprios jardins, ou seja, teremos que saber que não poderemos agir como bem quisermos o tempo todo, muito pelo contrário.
Por isso é que muitas pessoas passam a vida sozinhas, sem ninguém com quem possam contar de verdade. Viveram sempre desconfiadas de tudo e de todos, fechadas em si mesmas, querendo apenas agir de acordo com o que pensavam, sem abrir mão de nada por ninguém. Não iam às festas, porque não podiam perder a novela; não recebiam crianças de forma agradável, porque elas tiravam as coisas do lugar; não gostavam da prima, do cunhado, da vizinha, de ninguém enfim.
Obviamente, teremos que ter paciência com as pessoas, entendendo que há muitos comportamentos que podem ser mudados, quando nos dispusermos a ajudar, a chegar junto com carinho e sinceridade. Da mesma forma, muitos comportamentos podem ser tratados com ajuda de profissional competente. Mesmo assim, muitas pessoas não querem ser ajudadas, simplesmente porque acham que os outros é que devem mudar e não elas. Por isso é que permanecem sozinhas por toda uma vida, apesar de toda tentativa externa de levá-las para longe da solidão.

Eu poderia ter sido a mulher da tua vida



Você sabe que eu poderia ter sido a mulher da tua vida, não sabe? Porque eu poderia sim ter sido muito mais do que você me permitiu ser. Eu teria virado sua cabeça e seus lençóis do avesso, mas ao invés disso, você preferiu ir embora. Você deixou que eu me aproximasse, deixou que eu observasse seu modo de falar, de andar, de agir. Deixou que eu gostasse do que via, do que sentia, do que vivia. Você até mesmo me ofereceu um pedacinho seu, só para arrancá-lo de mim em seguida.
Eu não sei se você sabe, mas rapaz… isso foi cruel.

Você me prometeu uma tentativa e se foi sem nem me avisar que ia. Jogou suas palavras no lixo assim como todos os momentos gostosos que havíamos tido. Pegou suas coisas e me largou tão fácil, que eu duvido que um dia você tenha mesmo pensado em se permitir. Seu ego e seu medo conseguem ser maiores do que você, e mais uma vez, você acabou quebrando uma garota que estava pronta para ser sua.
Se você não é do tipo que planeja, me perdoe por ter sido. Porque eu via em você tanto carinho, que planejava sem perceber. Sem perceber que você, bem, não estava tão afim assim. Você me deu corda e sabe disso, mas não me puxou para perto, só largou sua ponta e me deixou segurando a outra atoa. Sem saber que você já tinha planos de me deixar. Vai ver você se esqueceu.
Vai ver você esqueceu de avisar que eu era a única que via futuro naquele relacionamento que não foi, mas poderia ter sido.
Se você tivesse ao menos tido a decência de me enxergar, saberia que eu poderia ter te feito um cara feliz pra caralh*. Saberia que a diversão que a gente tinha era capaz de preencher o vazio que você abriga. Se você tivesse olhado para mim mais uma vez antes de me descartar como um produto usado, você teria visto que meus olhos brilhavam quando encontravam os seus. Teria notado que sua cena preferida pela manhã seria me ver descabelada, usando a sua blusa velha e gargalhando alto no seu quarto.
Se você não fosse tão cego para as coisas que verdadeiramente importam, você teria sido completo.
Mas você ainda vive em um mundo particular seu e do mesmo modo que não me deixou entrar, não vai deixar ninguém. A fila de mulheres que poderiam ter sido suas só vai aumentar junto da culpa que você vai sentir toda vez que uma delas chorar. E infelizmente, porque acredite ou não, eu te desejo muito bem, você vai acabar sozinho. Sim, sem ninguém.
Você vai se esconder atrás das suas piadas, ironias e do sarcasmo presente nas suas falas. Vai se esconder atrás do seu sorriso lindo que eu tanto admirei um dia, mas não vai ser suficiente. Porque sua procura é inútil e impossível. Sua futilidade vai ser sua única companhia e um dia, daqui bastante tempo, você vai desejar voltar atrás.
Voltar naquela noite fatídica em que você me beijou e poucos minutos depois, me deixou. Vai lamentar ter sido apenas um cara babaca que passou pela minha vida, vai lamentar não ter vivido tantas outras coisas incríveis.
Vai lamentar o fato de que você poderia ter sido meu grande amor e preferiu não ser.
E eu? Eu já vou ter superado o que você poderia ter sido para mim e não foi. Eu vou estar vivendo minha vida plenamente sabendo que você foi um caminho torto pelo qual eu tive que passar e vou estar me curtindo, me amando e me entendendo. Eu já vou ter lido esse mesmo texto mais de dez vezes e vou ter aprendido que não fomos e ponto. Vou estar de cabeça erguida, salto 15 e muito bem resolvida.
Se eu vou lembrar de você? Bem vagamente, até porque quem perdeu foi você, eu vou estar ocupada demais me escrevendo pra ficar me preocupando com uma página descartada.
Eu poderia ter sido a mulher da sua vida, e teria sido perfeito. Mas não fui e quer saber? Ainda bem. Agora é com você, au revoir.

Para descongelar o outro



A maneira como nos relacionamos diz muito sobre quem somos!
Começamos olhando para aquele nosso amigo tímido. A timidez parece existir lá fora, como parte de sua identidade, certo? Ainda assim, há pelo menos uma outra pessoa que não vê timidez alguma ali e no mínimo um ambiente no qual ela não aparece. Agora expandimos tal contemplação para todas as qualidades que atribuímos aos outros. Alguma característica pode ser apontada como permanente? É verdade que alguns condicionamentos persistem mais, como em alguém que fuma há 30 anos, mas ele não é fumante por natureza: antes não fumava e pode cortar o vício.

Não faz sentido falar em pessoas falsas, malignas, burras, vingativas. Tais negatividades não pertencem a elas, não estão incrustadas na alma, não estão entranhadas no âmago. São qualidades relacionais que se manifestam de acordo com a posição em que elas estão na sociedade, na empresa, na família, entre amigos.
Quem aponta "Ele é chato" revela o tipo de relação que foi "co-construída", o modo como nasceram um ao outro. Não há chatice em ninguém ali. Portanto, se você reclama que vive cercado de pessoas superficiais, isso não diz nada sobre elas, mas diz muito sobre como você se relaciona.
Do mesmo modo, tudo aquilo que você pensa ser, sua "essência", são apenas formas de relação que estabeleceu consigo diante do espelho e com as pessoas, objetos, locais, com o mundo em geral. Bastaria cortarem todos os meus vínculos atuais, inclusive com o apartamento onde moro, para eu começar a esmolar ou até mesmo roubar para conseguir comida ¿ eu mudaria 100%. O problema é que esquecemos essa mobilidade e congelamos as pessoas como se elas fossem algo independente do contexto e do nosso olhar construtor.
Se não perdemos de vista essa natureza livre de atributos, aquele problema que parecia vir do outro agora se mostra como uma possibilidade (restrita) de conexão. E então naturalmente damos espaço a outros posicionamentos, olhares, gestos. O outro muda quando mudamos a relação.
Para andar num mundo de pessoas abertas e generosas, começo me abrindo. Oferecer o meu melhor é já ativar o melhor dos outros. Por outro lado, se enxergo manifestações transitórias como essências imutáveis, se não considero um criminoso como um potencial parceiro, isso é sinal de que estreitei minha visão, exatamente como aconteceu com o criminoso.
É inútil imaginar um mundo melhor e discursar sobre transformação social se continuamos congelando as pessoas ao nosso lado.