sexta-feira, 24 de março de 2017

Devemos ser mais cachorros

sexta-feira, 24 de março de 2017


A valiosa lição que esses peludos têm a nos ensinar pode salvar o homem de suas angústias.
“O cachorro é o melhor amigo do homem” é uma frase, no mínimo, hedionda. Estes animais, que se dão tão bem com os homens e são tão companheiros, não podem ter essa definição por ela dizer mais a respeito da natureza do homem do que do cachorro. Ao afirmar isso, comprovamos que para culminar o termo amizade necessariamente precisamos de alguém que seja mais limitado que nós, e o pior: subordinado. Mostra que não aceitamos o igual e sem aceitar isso não existe o respeito em sua plenitude. Porém, confundir essa ligação que o ser humano tem ao seu cachorro é compreensível sob alguns aspectos. Há detalhes nesse vínculo que deveriam ser observados com mais atenção para que desta forma possamos entender algo que está entrando em extinção em uma época de intensa individualidade: o outro.

A experiência de ter um cachorro, ou um animal de estimação, pode ser transformadora se você parar para analisar essa conexão sob a ótica da alteridade, aprofundando essa experiência para o caráter humano. Dessa forma, é possível entender a verossimilhança que há no dito popular que vincula o cão como melhor amigo do homem e quais são os elementos responsáveis por esta formação.
O primeiro elo que se dá entre estas duas espécies é a confiança. Este ponto é algo a ser conquistado, não é algo pré-estabelecido logo no começo da relação. O homem não chega ao animal e diz “agora você deve confiar em mim”, mas isso faz parte de um processo. Para qualquer convívio em grupo, a confiança é o pilar fundamental que sustenta uma união. Tendo em vista um mundo de constantes frustrações, em que as expectativas são alimentadas de forma doentia pela mídia e até mesmo pela a educação, este frágil atributo se torna quase que uma utopia, fomentando mais e mais a crescente individualidade.
Desconfiar é sinônimo de inteligência, enquanto a inocência da entrega é vista como uma fraqueza, ainda mais em nossa cultura em que os “espertos” são aqueles que enganam e levam “mais”. É muito relativo esse “mais”, principalmente no âmbito das relações em que a troca que existe não é somatizada pela quantidade, e sim pela concordância.
Experimentamos cada vez mais um mundo onde a confiança é perdida, duvidamos das instituições, da polícia que deveria nos proteger, dos empregadores que nos logram e até do marketing e algumas estratégias que extrapolam o limite da ética conhecidas como ‘storytelling’, que usam histórias (quase sempre mentirosas) para diferenciar produtos através do apelo sentimental.
Desta reflexão nascem dois termos que são vitais para a construção de um contato íntegro, que são a estabilidade e a segurança. Perceba que, no campo humanitário, atribuímos o amor genuíno ao amor de mãe justamente porque estes dois termos estão bem fixos neste conceito. Na comunicação com os animais, as palavras não têm efeito, o que vale mais são as atitudes. Naturalmente, todo o animal é arisco frente ao desconhecido, porém o cachorro tem mais facilidade em “se entregar”. Sua inocência quase que pueril vê no bicho homem uma proteção, o cão é aberto a acreditar e, por isso, nos acolhe como seu protetor, dando em troca a sua intrínseca fidelidade, que é um dos fatores que embasa a dedicação quase que vitalícia que eles têm.
Um fato curioso é atentar-se à natureza deste animal, que veio do lobo antes de ser domesticado e virar essas dóceis criaturas. Vale comentar sobre um hábito deles que explicita bem esses valores. Entre os lobos, há uma hierarquia de matilha muito clara e definida, isso nos diz respeito da forma como eles administram o lado social de convívio com os seres da mesma espécie. Na disputa do líder da matilha, os mais fortes duelam em um confronto feroz que mede a força, enquanto todos os outros assistem a batalha para ver quem é o vencedor. A luta termina quando o outro desiste, ele faz isso deitando no chão e deixando a barriga para cima. Neste momento o confronto termina, o vencedor entende o recado e nunca mata o outro. Caso o vencedor, mesmo depois de o outro ter se rendido, atacá-lo, todo o bando vai pra cima do dominante, pois a matilha não se subordina a um líder que tenha esse tipo de atitude. Isso se chama respeito e é um traço inerente ao cão.
Por essa característica, podemos entender melhor as qualidades caninas que propiciaram o relacionamento com nossa espécie. A integridade indiscutível desses bichos cria a condição necessária para se estabelecer a união entre as espécies. Confiança entre os homens é algo extremamente complicado. Seres pensantes como nós têm dificuldade em confiar por sermos os únicos animais na natureza capazes de dissimular sentimentos. Um cachorro não sabe mentir, ele mostra os dentes, rosna, dá sinais antes de um ataque, já o bicho homem consegue sorrir antes de ser cruel, se passar por amigo antes de apunhalar. Albert Camus já nos dizia que "raramente confiamos naqueles que são melhores do que nós", por isso, não há nenhuma nobreza em ser melhor amigo de um cão. O poeta Carlos Drummond de Andrade nos convida a sermos cachorros, dizendo que "a confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio”, explicitando a qualidade desses mamíferos canídeos.
Ainda no campo filosófico, "um ato de confiança dá paz e serenidade" como afirma Dostoievski, precisamos aprender com os cães o valor da fidelidade e do companheirismo. As palavras podem conduzir, mas apenas as atitudes são os motores que ativam a colaboração. Esse fator não é simplesmente racional. Nós, humanos, ao perceber sinais sociais liberamos o neuro-hormônio oxitocina, que tranquiliza e produz uma sensação de conexão empática com o outro. Temos muitos receptores de oxitocina em regiões cerebrais associadas às emoções e aos comportamentos sociais, como a amígdala, o hipotálamo, o bulbo olfativo e o córtex subgenual. Isso faz com que “baixemos a guarda”, a pressão arterial diminui, a musculatura relaxa e a ansiedade se reduz e fisicamente isso se reflete num leve calor nas bochechas. Ou seja, a confiança é um fator evolutivo essencial que vai contra a racionalidade do individualismo.
Qualquer adestrador de cães diz com propriedade que o que o animal precisa é segurança, o responsável tem que ter pulso firme e não se mostrar instável ao dar comandos, e o cachorro, por ser altamente instintivo, percebe as mais sutis variáveis de humor que não são perceptíveis para nós. Quando o dono passa segurança ao animal, ele se “subordina” e “obedece”, na verdade esses termos podem ser trocados pela confiança, fazer um animal se sentir seguro é dar a estabilidade para que ele seja íntegro. Um grande amigo uma vez me disse algo que faz completamente sentido nesse contexto: amar é dizer sim. E é disso que precisamos se quisermos salvar nós mesmos do nosso egoísmo e medos. Existem dois sistemas nervosos no cérebro que são opostos. Um já citado, que é o que produz a oxitocina, e o outro mais primitivo, usado quando estamos desconfiados e ativa o sistema nervoso simpático pela a adrenalina, estimulando a luta e a fuga, desencadeando a raiva e o medo. Os dois resultam em comportamentos, emocionais e fisiológicos, que transitam na direção do estresse ou do amor. Um inibe ao outro, então é possível afirmar que o amor intenso pode superar o medo e a raiva, por isso, dizer sim é importante, é uma escolha.

"Jamais o sol vê a sombra", diz Leonardo Da Vinci, e o caminho pode ser bem esse. Certamente, o cachorro não pode e nem deve ser o melhor amigo do homem, mas ele tem muito que nos ensinar sobre a genuína amizade e essa experiência ser um atalho frutífero para vivermos nossas vidas em harmonia e respeito uns com os outros.

Fonte: Obvious

Aos (des) amores



Não é fácil chegar à porta dos quarenta anos e ter de admitir – para mim, principalmente – que afinal não sei amar. Mas a realidade é mesmo esta. Eu não sei amar. Não o soube este tempo todo. Caramba. Afinal, eu – eu que sempre me achei a sensibilidade em pessoa – nunca percebi nada do que é amar. Andei, este tempo todo, a fazer as coisas ao contrário. Eu, que me virava do avesso para que tudo estivesse direito; eu, cuja pele nunca se arrepiava só por fora; eu, que passei noites a fio à espera que chegasse o dia, na verdade, nunca soube amar. E digo isto porque, hoje, possuo o discernimento necessário que me permite perceber que aquilo que eu fazia era idolatrar, não era amar.

Nunca tive aulas sobre o amor, mas posso garantir que, se as houvesse, eu seria, com certeza, aquela aluna que se sentaria na primeira fila e que tinha sempre os cadernos imaculados e um estojo com canetas de todas as cores. Sempre fui atenta ao amor. Como se sentia, como crescia, como se vivia. Tinha sempre a lição estudada – mesmo não existindo aulas sobre o amor. Se era para sentir, eu sentia. Ai, se sentia. Se era para chorar, eu berrava. Se era para rir, eu gargalhava e, se era para gostar, eu amava. Sempre consumi o amor em dobro daquilo que era suposto. Nunca me chegava o normal. Nunca me chegava só gostar. Tinha de amar. Nunca me chegava um amor quente. Tinha de queimar. Nunca me chegava um amor para a vida. Tinha de ser para a vida e tinha de continuar para a morte. Era amor, caramba. E no amor não há medidas. Não há regras. Não há condições. Tampouco deve haver restrições. E, se era amor, era assim que se devia amar. Sempre.
Nunca fui de paixões fáceis, nunca me apaixonei facilmente, mas posso garantir que, sempre que me apaixonei, amei. Amei, sofregamente. Amei, a achar que estava a dar o meu melhor – e estava. Amei a acreditar que cada amor era o último. Amei para a vida. E também para a morte. Amei, cegamente. Dormi à pressa para que os dias chegassem mais rápido só para poder ouvir, novamente, «bom dia». E, tantas outras vezes, que me esqueci de dormir. Ficava deitada na cama a viajar nos projetos que íamos fazer a dois e na forma como os íamos tornar exequíveis. Amei, a achar que isso era saber amar. E assim foi com todos os meus amores. Todos, sem exceção. Não posso dizer que gostei mais ou menos, que foram amores mais ou menos ou que os amei mais ou menos. Não. Foram amores inteiros. Sentidos. Vividos. E sofridos. Amei a achar que isso era amar. Amei, a ter a certeza que sabia o que era amar. Mas, hoje, olhando para trás, chego à porta dos quarenta e concluo que, afinal, não soube amar. Sempre soube o que era o amor, sempre soube sentir o amor, mas depois não soube viver o amor. Não soube o que lhe fazer. Não soube consumi-lo. Não soube apreciá-lo.
Porquê? Porque estive sempre demasiado ocupada em tornar as coisas perfeitas. Estive sempre demasiado presente para os outros e demasiado ausente para mim. Esvaziei-me de mim para poder encher a outra parte do que eu achava que era saber amar. A minha vontade de amar era tanta que me esquecia – com muita facilidade – de me amar a mim também. Não achei que isso fosse importante. Nunca achei que fosse o mais importante. Sempre achei que o mais importante era demonstrar o quanto sabia amar. O quanto queria amar. O que podia fazer por saber amar. Andava tão ocupada em ser perfeita a amar que não me apercebia de que não podia amar a outra pessoa mais do que a mim própria. E foi, precisamente, aí que residiu o meu maior erro. Foi, precisamente, aí que deixei de saber amar. Quando deixei de me amar. Quando me esqueci de me amar. Quando achei que amar era só amar uma parte – a outra parte. Quando acreditei que o que importava era só a vontade da outra parte. O sorriso da outra parte. A outra parte.
Mas atenção. Que não se caia na tentação de atribuir culpa à outra parte. Isso seria um erro muito maior do que o de ter a certeza de que se soube amar. «Ele não me soube dar valor.» «Fiz tudo por ele.» «Ele nunca me amou.» É tão fácil cair neste engano. É tão mais confortável acreditar que a culpa foi da outra parte. É tão mais fácil assim. Esvaziamo-nos de culpa para podermos continuar a cometer, exatamente, os mesmos erros. E, convencidos de que estamos certos, lá continuamos a traçar o nosso caminho. E nunca chegamos a perceber porque é que as coisas continuam a dar errado. Porquê? Se nós amamos tanto porque é não encontramos ninguém que seja merecedor do nosso amor?
A todos os meus (des) amores – aqueles que eu jurei que soube amar-, a todos eles, atualmente, estou grata. Claro que nem sempre foi assim. Aliás, só é assim há pouco tempo. Também eu já incorri no erro de os culpar. Também eu já achei que foram eles que não souberem dar valor ao meu – tanto – amor. Mas, hoje, ironicamente, estou-lhes grata. A todos eles, sem excepção. Todos eles foram uma excelente fonte de aprendizagem. Com eles, vivi, insisti, errei e voltei a errar. Todos eles existiram para que eu pudesse aprender. E para que pudesse errar. Errei com eles, mas foi por causa deles que também aprendi. Fui colmatando falhas, limando arestas, aprendendo por ter errado. E, por isso, estou-lhes grata.

Há uns dias atrás, uma grande amiga minha dizia-me que a vida é como a faculdade. Chumbamos tantas vezes quantas as necessárias até aprendermos a matéria. Até a sabermos na ponta da língua. E também aí, tantas vezes, achámos que estávamos a fazer tudo bem. O professor é que era injusto. Até que, um dia, surpreendentemente, voltamos a ir a exame e passamos. E aquela matéria, de tantas vezes a estudarmos, de tantas vezes errarmos, um dia percebemos que já a sabemos de cor. E, a partir desse momento, sabemos que não a voltamos a esquecer. Que não voltamos a errar. Assim é o saber amar. Primeiro, temos de errar. E vamos errar tantas quantas as vezes necessárias até aprendermos. Para nunca mais esquecermos. Assim é também o saber amar. Quando encontrarmos a pessoa certa; quando estivermos prontos para saber realmente amar, vamos perceber, finalmente, porque é que antes nunca tinha dado certo com mais ninguém. Mas isso só vai acontecer quando aprendermos que saber amar começa por nós. E eu já errei tantas vezes que arrisco dizer que, se existissem aulas sobre o amor, eu já estaria pronta para ir a exame.

Oração para desatar o nó do desemprego



Reze com fé por você e por todos os nossos irmãos desempregados.
Santa Maria, manto dos que estão nus, abriga-me em teu coração materno, hoje que me sinto tão desprotegido.
Venho hoje apresentar-te o nó do meu desemprego, que tanto me aflige e me fere. Desata para mim, ó Mãe, esse nó, pois preciso de um novo e bom trabalho.

Tenho o coração ferido, humilhado, sinto-me desvalorizado como pessoa e com a sensação de que agora as oportunidades serão poucas para mim. Sinto-me derrotado.
Mas me trouxeste para junto de ti, hoje, para que eu descubra o imenso e poderoso amor que tens por mim. Chamaste-me para me mostrar que não há nó que em tuas mãos não sejam desatados em minha vida. Vem enxugar minhas lágrimas e colocar a alegria da esperança em mim.
Meu Pai é dono de todo o universo e tudo lhe está sujeito. Intercede por mim junto a Ele, Mãe. Conduze-me com teus anjos para onde devo ir, o que devo fazer, falar e a decisão certa a tomar. Ilumina meu caminho, Tu que deste nascimento à Luz. Dá-me coragem e faze-me forte.
Cura meu coração também, Mãe querida, dessa perda em minha vida. Eu perdoo, em nome de Jesus, a você, meu patrão, à diretoria da empresa, decidiu despedir-me, e a todos que se alegraram com isso.
Eu Te peço perdão, Pai, em nome de Jesus, por murmurar contra Ti, culpando-o e amaldiçoando que me demitiu.
Acolhe em Tuas mãos de misericórdia o nó de meu desemprego, Mãe do belo amor, e abre um novo caminho, cheio de bênçãos, para a minha vida profissional.
Mãe Maria, passa na minha frente e que se faça o plano de Deus em minha vida. Obrigado, Mãe…
Amém!

Não deixe de ser você para que alguém o ame mais



Ainda que possa tentar a ideia de que, agindo de outra maneira, a pessoa que lhe interessa possa gostar de você também, tudo que você irá conseguir será passageiro caso precise deixar de ser você.
Não perca sua identidade, não se boicote. Não deixe de ser você mesmo para que alguém o ame mais. Se fizer isso, de forma inevitável, estará se sabotando.

Quando gostamos de uma pessoa e queremos conhecê-la mais profundamente, desejamos causar-lhe uma boa impressão. Isto, às vezes, nos leva a não agir com naturalidade.
Porém, com esta atitude você mente para si mesmo e também para a pessoa por quem se interessou. A encherá de expectativas com mentiras, acreditará que algumas coisas em você a atraem, mas na realidade essas coisas são falsas…
Não deixe de ser você mesmo ou terminará em um falso amor.
A magia de todo começo
Os inícios das relações são mágicos. Tudo parece fluir de uma maneira mística, sem esforço. Porém, com o tempo isso se desvanece. De repente, é preciso se esforçar em aspectos nos quais não era preciso fazer antes.
Talvez tenha chegado a este momento porque se transformou no ideal da outra pessoa. Quis afirmar as expectativas que ela tinha em relação a você. Isto, cedo ou tarde, tinha que acabar.
Não só você se apaixona por alguém que espera que se adapte aos seus padrões, como também você mesmo tenta apaixonar à outra pessoa se transformando no que ela deseja.
E onde ficou a sua autenticidade? O que aconteceu com o seu “eu”? Tentou camuflar tudo o possível para mergulhar em um amor falso.
Todas essas conexões que criou com a outra pessoa eram falsas.  Seu medo de não gostar de você, de que seus defeitos a espantassem, fez com que você agisse diferente do que você é.
Essa magia do começo logo irá embora, simplesmente porque sua forma de começar a relação não foi a mais sincera e nem justa.
A importância de ser assertivo
Desde um primeiro momento, com a pessoa que gostamos, é imprescindível manifestar nossos gostos, nossos interesses e mostrar o nosso verdadeiro caráter.
Não temos porque esconder o que nos desagrada, porque com o tempo desejaremos fazê-lo e nosso parceiro ficará confuso a respeito e dirá: eu não sabia!
Pensemos em um breve exemplo: imagine que a pessoa com a qual você está, fuma. Ela faz isso desde sempre e você nunca expressou sua desconformidade quanto a ela fazer isso no carro ou em casa.
Mas, um dia você se incomoda muito. Se irrita, grita perguntando se ela não percebe que você não gosta desse hábito. Sua resposta, sem dúvidas, será: eu não pensei que isso te incomodasse, afinal, você nunca se queixou.
Poderíamos dar muito mais exemplos similares que não farão mais do que comprovar o quanto somos pouco assertivos.
Não nos damos conta de que, em nosso afã por gostar, nos enganamos.
Os problemas que surgem quando começa a ser você mesmo
Tudo vai bem, sem problemas, até que você começa a ser você mesmo. Porque a máscara que colocou não pode ser sustentada por muito tempo.
É então quando surgem os conflitos. A conexão que há entre você e seu parceiro é alterada. Agora está sendo assertivo, mas já é tarde.
Há partes do nosso parceiro que começam a nos incomodar, mas o mesmo acontece com ele. Começamos a reclamar de coisas que antes não nos incomodavam ou é isso que parecia.
Discussões, irritações e conflitos que não os levam a nenhum entendimento se fazem presentes e não têm mais volta.

Tudo isso te desgasta. Você crê que já não ama mais o outro, que o amor se desgastou. Porém, não se dá conta de que tudo isso é fruto de um falso amor que ambos criaram.
Não deixe de ser você, ainda que se sinta tentado. É difícil ser consciente de como estamos agindo no início, mas devemos fazer um esforço para não terminarmos frustrados, doídos e decepcionados.
Não tenha medo de ser autêntico. Quem se apaixonar por você deve fazê-lo pelo seu verdadeiro eu, não pelo modelo que adotou para gostar de você.
Se não pode ser quem é do lado da pessoa que ama no começo, não vale a pena mantê-la ao seu lado.
Não deixe de ser você mesmo e terá o relacionamento que sempre quis.

quinta-feira, 23 de março de 2017

A vida fica mais leve quando a gente resolve florir, em vez de ferir

quinta-feira, 23 de março de 2017


Ninguém consegue ser feliz tornando o outro infeliz; ninguém consegue sorrir causando lágrimas nas pessoas; ninguém há de ficar tranquilo ferrando a vida das pessoas à sua volta.
Viver é um exercício diário de calma, paciência e tolerância, uma vez que nossos dias são compostos por muitas dificuldades e nossos relacionamentos encontram vários entraves ao longo dos dias. Embora já estejamos cansados de saber, nunca será demais lembrarmos que é necessário que nos tranquilizemos, que apaziguemos as lutas travadas em nosso corpo e em nossa alma, caso desejemos sobreviver com mais serenidade e qualidade de vida.

Também não poderemos esquecer de que grande parte de nossa calma e de nosso equilíbrio deverá partir sempre de dentro de nós. O exterior, as pessoas de fora, os acontecimentos à nossa volta, tudo o que independe de nossas vontades, enfim, causarão muitos dissabores, trarão quebras de expectativas, tomarão de volta o que pensávamos ser nosso, ou seja, às vezes cairemos por rasteiras do que foge ao nosso controle. A gente ferra muito com a própria vida, mas tem muita gente que acaba nos ferrando também.
É muito comum dizerem que a felicidade depende somente de nós, que somos nós os causadores de nossas mazelas, no entanto, muita coisa que vem nos derrubar e contrariar parte de outras pessoas, ou mesmo vem num redemoinho de acontecimentos incontroláveis dessa vida improvável. Mesmo que tenhamos um propósito absurdo de sermos felizes, nosso caminho jamais estará isento de pessoas e de acontecimentos que teimam em nos empurrar para baixo. E isso esgota, cansa, escurece a nossa alma.
Por essa razão, o melhor que temos a fazer é manter uma postura positiva, um comportamento ético e solidário, sem cair na tentação de trilhar os caminhos mais fáceis da desonestidade, da corrupção, da degradação moral, da desconsideração pelo outro, do egoísmo que passa por cima de qualquer um. Porque ninguém consegue ser feliz tornando o outro infeliz; ninguém consegue sorrir causando lágrimas nas pessoas; ninguém há de ficar tranquilo ferrando com as pessoas à sua volta.
Já temos tantos aborrecimentos com os quais precisamos lidar diariamente, são tantos tombos acumulados ao longo de nosso caminhar, tantas decepções, lágrimas e dor. De que, então, servirá qualquer atitude maldosa de nossa parte? O que ganharíamos nos tornando amargurados, rancorosos e sementes de dores a serem espalhadas por aí? Sejamos nós o equilíbrio em meio às tempestades, a luz que vence a escuridão, o amor que conforta e acolhe. O bem que disseminarmos, afinal, também se refletirá em nossas vidas e na vida de quem caminha conosco e é dessa forma que não nos demoraremos nas noites frias que virão.

Fonte: Obvious

4 coisas mais importantes que dizer "eu te amo"



Vivemos no mundo do papo furado. Pois é, pode até soar meio agressivo começar um texto com uma verdade tão escancaradamente sincera, mas o fato é que as pessoas desta geração falam demais e fazem muito menos do que deveriam. O tão esperado “eu te amo”, por exemplo, quase nunca é justificado por ações a altura do seu nobre significado; as grandes amizades gritadas aos quatro ventos nas redes sociais desmoronam quando postas à prova, e a força das pessoas que se dizem autossuficientes caem por terra na primeira investida da solidão.

Precisamos de um mundo com menos versos de amor e mais provas de amor; com menos palavras e mais vontade. Por isso, em vez de textos quilométricos de amores óbvios, flores que murcham rápido demais, há formas de declararmos nosso amor de uma maneira menos verbal e, quem sabe, mais crível:
1 – Concessões
Não existe papo mais furado do que dizer que ama e não abrir mão de nada. Eu te amo, mas me passa o controle; eu te amo, mas eu não posso ir até a sua casa porque estou ocupado; eu te amo, mas na minha vida não há espaço pra você neste momento. Amar é fazer concessões, das pequenas concessões cotidianas às enormes abdicações de vida. Amar é emprestar o carro, aceitar o animal de estimação do outro apesar da sua alergia, tolerar temperamentos difíceis, manias estranhas, desconformidades naturais. O amar além da palavra é basicamente sobre tolerar o outro.
2 – Respeito à individualidade
Não existe contra-prova mais autêntica de amor do que a tentativa de dominar o outro. Porque, pela lógica mais simples e, por isso mesmo, mais aceitável, se você ama o outro como ele é, o mínimo que se espera é que deixe que ele continue sendo ele mesmo; e isso inclui deixá-lo continuar se comportando da mesma maneira com seus amigos, indo aos mesmos lugares e se relacionando da mesma maneira – sem cobranças desnecessárias ou mudanças invasivas. Respeitar a individualidade do outro vai além da ausência – ou controle – de ciúmes: é resistir à vontade, confesso, por vezes inevitável, de tentar adequar o outro às nossas projeções.
3 – Companheirismo
Um “oi, precisa de algo?” sempre será mais eficiente do que um “eu te amo” robótico e facilmente repetível. O amor é se colocar para o outro da maneira que ele precisar, se importando com seus problemas, suas crises, seus momentos. Não importa quantos buquês você já comprou e quantas canções já dedicou: não existe amor quando não se está ao lado.
4 –  Sinceridade
Grandes relações se sustentam à medida em que dão espaço à sinceridade. A mentira cautelosa – aquela que a gente conta pra não machucar o outro – é um dos mais nocivos perigos para uma relação. Amores verdadeiros exigem, antes de tudo, verdade: e isso inclui contar ao outro que você não sente tesão só por ele ou que hoje prefere só dormir de conchinha. A verdade agrada mais que a mais bem elaborada mentira.

Fonte: EOH

Ensine para a sua solidão qual é o lugar dela



A solidão não se comporta bem nos encontros. Fale por ela antes que seja tarde. Ela tem necessidade de justificar sua condição, por vezes tímida, acuada, mas, em outras, até mesmo agressiva e mal-educada.
Podemos ser solitários, mas jamais seremos somente isso. Solidão é uma condição complementar, não primária. Se ela tomar a voz em todas as decisões, acabará por nos soterrar e nos fazer dignos de piedade.

Todo mundo tem uma parcela de solidão na vida. Passatempos solitários, opiniões solitárias, sonhos, principalmente sonhos, adoravelmente solitários. Solidão não é virtude nem defeito. Só que é perigosa porque quer crescer e tomar um lugar e uma voz que nos afasta de tudo e todos.
É bacana conviver amistosamente com a solidão, por vezes é melhor companhia e ainda nos conforta e aquieta. Mas jamais pode ela nos afastar do que precisamos ou queremos.
Quando a solidão encontra a carência, ela devora. Se for com a indiferença, ela repele. Com o amor – e por mais que ela tenha vontade de se entregar – ela vacila. Sabe que pode vir a ser o seu fim. É hora de entrar em cena e tomar o controle das decisões. O amor chega, pede para ficar, mas dificilmente entra em luta com a solidão.
Amor é janela aberta, solidão é portão trancado. Se não se passa sequer do portão, jamais se saberá a vista que a janela oferece.
Mas, por gratidão ou educação, é sempre bom lembrar as contribuições da solidão em cada vida. Momentos únicos para tentar decifrar os códigos de convivência, instantes de lembranças mágicas, ideias nascidas do silêncio. Má a solidão não é. Um pouco devoradora, talvez.
Se estiver bem educada e ensinada a ter seu próprio lugar, as chances de que cresça além da conta diminuem muito, e, com sorte e um pouco de amor, é possível que ela ignore as ameaças à sua sobrevivência e se transforme em outra coisa, uma pequena e saudável escapada, por exemplo.

Fonte: Conti Outra