terça-feira, 17 de outubro de 2017

“Seja fiel ao tocar os corações dos outros” – por Papa Francisco

terça-feira, 17 de outubro de 2017


“Quando tocamos em algo, deixamos nossas impressões digitais. Quando tocamos as vidas das pessoas, deixamos nossa identidade.
A vida é boa quando você está feliz; mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por causa de você. Seja fiel ao tocar os corações dos outros, seja uma inspiração.
Nada é mais importante e digno de praticar do que ser um canal das bênçãos de Deus.

Nada na natureza vive para si mesmo. Os rios não bebem sua própria água; as árvores não comem seus próprios frutos. O Sol não brilha para si mesmo; e as flores não espalham sua fragrância para si. Jesus não se sacrificou por si mesmo, mas por nós. Viver para os outros é uma regra da natureza.
Todos nós nascemos para ajudar uns aos outros. Não importa quão difícil seja a situação em que você se encontra; continue fazendo o bem aos outros”.

Papa Francisco

Nos altos e baixos é que se faz a vida.



A vida é feita de altos e baixos, a vida é feita de momentos felizes e outros nem tanto. Um grande desafio é aprender a lidar com esse paradoxo.
Esses dias escutei uma frase que me chamou muita atenção: “Desistimos de relacionamentos por querermos ser felizes o tempo inteiro” e assumo que ela me fez pensar!
Não sei se você vai concordar comigo, mas uma coisa que percebo é que as pessoas andam cada vez mais impacientes com o “lado b” da vida, em uma era em que estamos tão conectados as redes sociais – em que tudo é lindo o tempo todo – parece que as pessoas perderam a capacidade de lidar com as situações que não são tão lindas assim no dia a dia. Se o trabalho não está bom, é melhor sair, se o curso da faculdade não é tão interessante, é melhor mudar de faculdade, se o namorado tem algum defeito, logo já se pensa que é melhor terminar e achar alguém melhor – sendo que é possível que se encontre alguém que não tenha aquele defeito, mas com certeza terá outros!

Sim, devemos ser felizes, é preciso buscar a felicidade, a vida é hoje e devemos aproveitá-la… mas isso me faz ter a impressão que falamos de adultos que são, na realidade, crianças mimadas, que não sabem lidar com os problemas que aparecem e acabam achando melhor fugir dos mesmos do que se empenhar para através do problema construir uma nova realidade, muitos sonhos são deixados pelo caminho quando aparecem os obstáculos.
Se pensarmos em um relacionamento de anos, será mesmo que as pessoas que estão juntas se dão perfeitamente bem em tudo e que o parceiro não tem nenhum defeito que deixa a outra pessoa de cabelo em pé?! Olha, eu acho que não hein! Pelo contrário, acredito que eles aprenderam a lidar, permitindo assim que um possível motivo de afastamento se tornasse um degrau para a construção de um relacionamento mais unido. Pois, o relacionamento precisa ser construído, não é algo que “vem pronto”, assim como tudo na vida.
Um dia desses estava conversando sobre esse assunto e pensei em um exemplo: uma reforma. Pense comigo: você comprou a casa dos seus sonhos e resolveu contratar um arquiteto, ele fez a planta de todos os cômodos e tudo vai ficar exatamente como você sonhou! Mas, para que isso aconteça, algumas coisas precisam ser feitas: destruir algumas partes da casa que não serão aproveitadas no novo projeto, comprar o material, contratar a mão de obra e então esperar a reforma ser concluída. Aí eu te pergunto: existe alguma alma nesse mundo que não se irrita nesse processo? Olha, eu duvido! Se você conhecer, me apresente!
Brincadeiras à parte, o que eu estou querendo dizer é que a vida é feita de altos e baixos. É importante que a gente possa aprender a lidar com os momentos que não são tão bons, a tolerar as pessoas que não nos agradam o tempo todo, a lembrar que nós mesmos também temos os nossos defeitos e odiaríamos que alguém que a gente ama desistisse de nós por causa deles.
Não estou dizendo que devemos aceitar tudo! Longe de mim, dizer isso! Existem coisas na vida que não podemos aceitar de maneira alguma como abusos, agressões e humilhações. Esse tipo de coisa não precisa ser nem cogitada qualquer possibilidade contrária. Assim como se a pessoa não é feliz em um curso universitário ou está infeliz no trabalho, sim é preciso correr atrás daquilo que faz sentido e faz com que exista a motivação para continuar em frente, aquilo que faz o coração bater mais forte!
Mas o coração bater forte não significa só ter momentos bons, lembro-me que no dia da minha formatura minha professora falou que sabemos que uma pessoa está viva quando olhamos no eletrocardiograma e vemos que o indicador verde está para cima e para baixo, caso contrário os médicos e enfermeiros são chamados, pois a pessoa está entrando em óbito!
A vida é feita de altos e baixos, a vida é feita de momentos felizes e outros nem tanto. Um grande desafio é aprender a lidar com esse paradoxo e enxergar que mesmo nos momentos não tão bons é preciso pensar: devo desistir ou devo continuar? Estou desistindo por que estou sem paciência de lidar com os momentos difíceis ou realmente isso não faz sentido? Existe uma enorme diferença entre esses exemplos e aquelas pessoas que são eternos insatisfeitos, que desistem de tudo e acabam com uma lista de coisas inacabadas e relacionamentos pela metade.
Sei que pensar nisso pode ser difícil e incômodo, mas acredito que poder abrir essa possibilidade em sua vida, vai permitir que você possa refletir mais sobre como se portar diante dos problemas!

Via: Caminhos

Ninguém vale a pena se você tem que insistir.



Estamos perdidos em imensidão. É tão grande o mundo e há tanto para se conhecer. Diante de tantas possibilidades, do quão infinitas são as nossas opções, é um desperdício – e uma afronta às oportunidades da vida – gastar tanta energia para tentar ficar ao lado de alguém que já mostrou que não te quer.
Por mais que a gente queira se enganar, hora ou outra a verdade vem feito furacão. Faz bagunça no peito, leva muito embora; mas fugir que não foi nada não é a solução. Em algum momento vai ter que olhar em volta, ver o tamanho do estrago e começar a colocar tudo no lugar.

Amor não correspondido é via de mão única. As tentativas só vêm de um lado e o outro é sempre o primeiro a querer descer do carro. E do que adianta trancar as portas e fazer a outra pessoa ficar lá dentro, uma vez que ela já tomou sua decisão? Você pode tentar ligar o rádio, colocar aquela música que a pessoa gosta, contar uma história para prender a atenção, mas é passageiro. É só um alívio momentâneo olhar para o lado e ver que a pessoa continua ali. Porém, os dois sabem que a viagem tem que terminar, vão acabar chegando no final do caminho e não há distração o suficiente para manter alguém que já fez as malas.
Deixe ir. Tem tanta gente na guia querendo uma carona.
Não importa o quanto você acha que alguém é incrível, porque no final do dia, o mais incrível vai ser fechar os olhos e se sentir em paz. É revigorante se livrar da sensação de batalha diária. Ninguém vale a pena se tira o seu sossego. É difícil aceitar que não conseguiu fazer morada no peito de alguém, mas não é à força que vai entrar lá. Se não foi, não foi. Olhe pra frente, siga o próprio caminho antes que esteja preso em tentativas falhas de cativar alguém.
Por mais que você queira muito que dê certo, não é o bastante. O outro também tem que querer. Pois o amor é essa constante renovação, todo dia se reinventa e está pronto para aguentar o que vier. Mas isso? Isso não é amor, é tortura. E essa insistência em fazer acontecer é pulo do abismo. Não compensa o esforço, deixe ir.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

As feridas do círculo familiar são as que mais demoram para sarar.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017


Não podemos permitir que um passado familiar disfuncional e traumático afete o nosso presente e o nosso futuro. Devemos ser capazes de superá-lo e nos curarmos para sermos felizes.
As feridas geradas no círculo familiar causam traumas, carências profundas e vazios que nem sempre conseguimos reparar.
O impacto decorrente de um pai ausente, uma mãe tóxica, uma linguagem agressiva, gritos ou uma criação sem segurança e afeto trazem mais do que a clássica falta de autoestima ou os medos que é tão difícil superar.

Muitas vezes a dificuldade para resolver muitos destes impactos íntimos e privados está em um cérebro que foi ferido muito cedo.
Não podemos nos esquecer de que o estresse experimentado ao longo do tempo em idades jovens faz com que a arquitetura de nosso cérebro mude, e com que estruturas associadas às emoções sejam alteradas.
Tudo isso traz como consequência uma maior vulnerabilidade, um desamparo mais profundo que leva a um risco maior na hora de sofrermos de determinados transtornos emocionais.
A família é nosso primeiro contato com o mundo social, e se este contexto não nutre nossas necessidades essenciais, o impacto pode ser constante ao longo de nosso ciclo vital.
Vejamos a seguir, detalhadamente, por que é tão difícil superar estas feridas sofridas na época mais inicial de nossas vidas.
A cultura nos diz que a família é um pilar incondicional (embora, às vezes, erre)
O último cenário em que alguém pensa que vai ser ferido, traído, decepcionado ou até abandonado é, sem dúvida, no seio de sua família.
No entanto, isso ocorre com mais frequência do que imaginamos.
Estas figuras de referência que têm como obrigação dar-nos o melhor, oferecer confiança, ânimo, positividade, amor e segurança às vezes falham voluntária ou involuntariamente.
Para uma criança, um adolescente e até para um adulto, experimentar esta traição ou esta decepção no seio familiar supõe desenvolver um trauma para o qual nunca estamos preparados.
A traição ou a carência gerada na família é mais dolorosa do que a simples traição de um amigo ou companheiro de trabalho. É um atentado contra a nossa identidade e nossas raízes.
A ferida de uma família é herdada por gerações
Uma família é mais do que uma árvore genealógica, um mesmo código genético, que ter os mesmos sobrenomes.
- As famílias compartilham histórias e legados emocionais. Muitas vezes estes passados traumáticos são herdados de geração em geração de muitas formas.
- A epigenética nos lembra, por exemplo, que tudo que acontece em nosso ambiente mais próximo deixa um impacto em nossos genes.
- Assim, fatores como o medo, o estresse intenso ou os traumas podem ser herdados entre pais e filhos.
- Isso faz com que, em alguns casos, sejamos mais ou menos suscetíveis a sofrer de depressão ou reagir com melhores ou piores ferramentas diante de situações adversas.
Ainda que estabeleçamos distância de nosso círculo familiar, as feridas seguem presentes
Em um dado momento, finalmente tomamos coragem: dizemos “chega” e cortamos este vínculo prejudicial para estabelecer uma distância da família disfuncional e traumática.
No entanto, o simples fato de decidirmos dizer adeus a quem nos fez mal não traz, por si só, a cura da ferida. É um princípio, mas não a solução definitiva.
Não é nada fácil deixar para trás uma história, dinâmicas, lembranças e vazios.
Muitas destas dimensões ficam presas à nossa personalidade, e inclusive em nosso modo de nos relacionarmos com os demais.
As pessoas com um passado traumático costumam ser mais desconfiadas, têm mais dificuldade em manter relações sólidas.
Quem foi ferido precisa, além disso, se sentir reafirmado; anseia que os demais preencham estas carências, por isso muitas vezes se sentem frustrados porque poucas pessoas lhes oferecem tudo de que precisam.
Podemos chegar a questionar a nós mesmos
Este talvez seja o mais complexo e triste.
A pessoa que passou grande parte do seu ciclo vital em um lugar disfuncional ou no seio de uma família com estilo de criação negativo pode chegar a ver a si mesmo como alguém que não merece ser amado.
A educação recebida e o estilo de paternidade ou de maternidade em que fomos criados define as raízes da nossa personalidade e nossa autoestima.

O impacto negativo destas marcas é muito intenso; assim, muitas vezes a pessoa pode ter dúvida sobre a sua própria eficácia, sua valia como pessoa ou até se é digno ou não de cumprir seus sonhos.
Nosso círculo familiar pode nos dar asas ou pode arrancá-las. Isso é algo triste e devastador, mas verdadeiro.
No entanto, há algo de que nunca podemos nos esquecer: ninguém pode escolher quem serão seus pais, seus familiares, mas sempre chegará um momento em que teremos a capacidade e a obrigação de escolher como vai ser nossa vida.
Escolher ser forte, ser feliz, livre e maduro emocionalmente é algo essencial, daí a necessidade de superar e curar nosso passado.

Quer afastar uma pessoa da sua vida? Peça para ela ficar.



Você pode amar a ponto o doer o peito, sentir saudade em um nível hard e não conseguir imaginar a viagem de fim de ano sozinho, mas, nunca, nunca mesmo, peça para alguém ficar na sua vida.
Conselho dado, agora vamos às provas reais que comprovem o fato: quando alguém se mostra interessado por nós, automaticamente, nosso ego cresce e começamos a prestar mais atenção naquela pessoa que, antes, nunca tínhamos notado.

A partir daí, se a pessoa for equilibrada e tranquila, a probabilidade do relacionamento passar de casual para algo mais sério é grande. Porém, se a pessoa pula os estágios da sedução, do flerte, do conhecimento e parte para um “amor eterno”, mostrando-se um psicopata em potencial, corremos dela como um maratonista na São Silvestre.
E por quê? Porque não damos valor a nada que é muito fácil e que demonstra desequilíbrio emocional. Simples assim!
Entenda a diferença: pessoas legais são legais. Pessoas legais demais são insuportáveis! Pronto!
Cá entre nós, ninguém quer ao lado uma pessoa que exala insegurança, que sirva de GPS e que pergunte o dia inteiro se você está com saudades. As pessoas gostam de se sentirem seguras, amadas e respeitadas dentro do seu próprio espaço. Freud dizia que ficamos fortes quando estamos seguros de sermos amados. Então, desacelere e deixe as coisas fluírem naturalmente.
Esqueça esses amores inventados que nos fazem acreditar que para merecer um grande amor devemos lutar por ele até a morte. Primeiro que o amor acontece naturalmente, segundo porque acontece de forma recíproca.
Um relacionamento só é bom, quando desperta o melhor que podemos. Se sair disso, é sinal de que você está fugindo da própria companhia e jogando no outro a responsabilidade em ser feliz. E, francamente, se você se encontra nesse estágio, você não está disponível para amar.
Não importa o que os outros digam ou te aconselham. Não importam as piadinhas do estilo “vai ficar para titia” ou as filas dos pretendentes apaixonados. Para estar bem com alguém, você precisar estar, primeiro, melhor sozinha.
Não tenha pressa de amar. Deixe partir quem não quer ficar, para que você não perca a vontade de viver um verdadeiro amor, porque um falso acabou indo embora.
Olhe em volta. Tantos sorrisos para conhecer, tantos cafés para tomar, tantos lugares para conhecer e você aí, insistindo em carregar quem não merecia nem sua carona.

Ela irradia amor próprio por onde passa.



Pensou em cada detalhe da sua vida, os caminhos que percorreu, as batalhas que venceu e todo carinho que teve e ainda tem da sua família. Tudo era leve, tinha casa, amigos e irmãos que a amparavam em quaisquer situações, mas apesar de todo acolhimento, se pegou presa num relacionamento abusivo com um desses caras que se acham os donos do mundo. O dilema de sempre: Um machista abusivo que pisoteava e tentava diminuir o brilho daquela menina encantada.

Por algum tempo achou que era culpada. Será que fazia algo de errado para desagradá-lo? No fim, acaba tentando se corrigir e era em vão, continuava recebendo as mesmas críticas de sempre. A "relação" só piorava e sua estima era cada vez mais baixa. Aquela menina só ia perdendo sua luz, sua paz, seu carinho e desejo pela vida. Cada vez mais escondida, as lágrimas dominaram os sorrisos e a tristeza já era parte do cotidiano.
Foi na dor que reconheceu o seu valor, resolveu secar e apagar qualquer lágrima, olhou ao redor e percebeu o quanto a vida era curta e bela para ser desperdiçada com um babaca qualquer. Terminou, e só assim encontrou a merecida paixão por si própria. Hoje ela anda por aí, irradiando esse sentimento único e espalhando para os outros. Aquele velho conhecido de todos, mas que às vezes a gente acaba se perdendo dele: O tal do amor próprio.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Se uma pessoa trata você como se não desse a mínima, ela genuinamente não dá a mínima.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017


A maioria de nós já se apaixonou. Foi correspondido. Achou que era correspondido. Foi rejeitado. Achou que poderia dar certo e não deu. Amou e foi amado. Achou que seria pra sempre e não foi. A maioria de nós já foi vítima dos próprios enganos, da própria necessidade de se sentir amado mesmo quando não havia sinais de amor, da própria vontade de dar certo mesmo quando não havia certeza de nada.
A maioria dos relacionamentos é precedida por um período de dúvidas e suposições. Enquanto sentimos o coração acelerar e as pernas bambearem, nos perguntamos se será ou não pra valer. Ainda não há sinais nem certezas que garantam a permanência, o vínculo, a solidez. Mas ainda assim, pouco a pouco afrouxamos nossas defesas e, conscientes ou não, nos tornamos vulneráveis ao que o outro sente por nós. Se somos correspondidos, bingo! Se não, a história se complica.

Estar vulnerável aos sentimentos de outra pessoa é uma das piores sensações que existem. Pois nessa situação ficamos dependentes de um sinal, de um emoji banal no Whatsapp, de uma frase clichê no Facebook, de um comentário suspeito numa página em comum… para nos sentirmos bem. Nada mais tem sentido se aquela pessoa está quieta, sem comunicar nada, sem dar a mínima. Nos agarramos a pequenos indícios de interesse e tentamos encaixar as peças de um quebra cabeça que não se completa.
Agora preste atenção. Existe um sinal que nunca deveria ser desprezado. Um sinal que deveria ser levado em consideração a qualquer hora, em qualquer circunstância: “Se uma pessoa trata você como se não desse a mínima, ela genuinamente não dá a mínima”. E você precisa aprender a enxergar isso com clareza. A aceitar isso com convicção e firmeza. A colocar limites para seu espírito sonhador e coração de manteiga. Porque se você não entende isso, se conta mentiras para si mesmo várias vezes ao dia e tem necessidade de fazer castelinhos com as migalhas que recebe, está faltando respeito por si mesmo. Está faltando maturidade para aceitar que as coisas são como são, o resto é só divagação pra iludir o coração.
Se uma pessoa some, responde mensagens longas com um simples sinal de “joinha”, não te procura, ignora sua presença e age como se nunca tivessem tido algo em comum, essa pessoa não tem o mínimo interesse em você. E mesmo que de vez em quando ela oscile o comportamento e dê sinais vagos e esperanças miúdas de mudança, nunca, jamais, de forma alguma caia nessa.
Ok, você diz. Mas como a gente faz para esquecer?
Esquecer alguém que se ama não acontece da noite para o dia, num estalar de dedos. Esquecer começa com a vontade de colocar um ponto final e o empenho em não olhar pra trás. Mas também requer respeito pelos próprios sentimentos, que vez ou outra podem resgatar uma saudade. Porque no fundo a gente nunca esquece completamente. O que acontece é que a lembrança vai ficando menor, distante, apagada… mas de qualquer jeito, sempre presente em nossa vida. E vamos ter que conviver com isso, entendendo que alguns amores funcionam melhor quando são só saudade.
A maioria de nós já foi vítima dos próprios enganos, da necessidade de se sentir amado a todo custo, de insistir num buraco sem fundo, de tentar salvar um barco que se afunda. Mas chega uma hora em que é preciso dar um basta. Entender que, se um sapato não está te servindo, ele genuinamente não é para você. E com isso sentir-se pronto para recusar o que te fere e abraçar o que te faz bem.